Oi pessoal! Esse foi o primeiro conto que
escrevi, então não é tão bom. Mas espero que gostem. Boa leitura!
Desculpe!
Mais uma
terça-feira se inicia, todos na sala de aula com a mesma cara de sono. O
primeiro horário passa arrastado, o relógio parecia não andar. Logo, a próxima
professora entra, com uma garota logo atrás dela.
Descobrimos
que ela é a nova estagiária, que cursa Letras aqui na cidade. A maioria dos
alunos estranhou sua aparência, roupas escuras e um olhar enigmático. Não
entendo por que nós, humanos, sempre julgamos as pessoas assim, apenas por sua
aparência, sem saber como elas são de verdade.
Após passar
quase todos os horários, recebemos a visita da nossa coordenadora.
- Hoje
recebemos a notícia de que o celular da colega de vocês sumiu. Desapareceu da
mochila dela.
Os próximos
dias de aula foram turbulentos, cheios de tarefas e investigações. O celular
não fora encontrado. Pude até ver os pais de nossa amiga na sala da
orientadora. O maior problema era o valor altíssimo do aparelho.
Durante o
recreio, alguns olhares, inclusive o meu, foram atraídos para a estagiária gótica
e o celular em suas mãos. Um modelo idêntico ao que havia desaparecido. Os
minutos que se sucederam passaram como o relógio na terça-feira, de uma maneira
mais lenta e mórbida.
A dona do
celular parecia ter encontrado o “ladrão”. E a aparência da provável culpada
piorou tudo, com aquele ar sombrio e cruel. Mais uma vez, por que julgamos
assim?
Só sei que
na outra semana os fatos foram esclarecidos, tudo não passou de uma mal-entendido,
a estagiária não havia roubado nada. Um mal-entendido que custou o estágio de
uma garota inocente, pois ela não voltou na semana seguinte, nem nas outras.
Sabe o
celular? Ele resolveu que aparecer do nada, meses depois, seria interessante. E
ainda tinha um bilhete, e nele estava escrito um simples “Desculpe!” e uma
carinha sorrindo. Um sorriso, um bilhete, que me fez questionar novamente o porquê
de sermos assim.
Esse foi o texto de hoje, beijo gente!
(Desculpa qualquer errinho).